CRISTIANE PEROTTI - SAÚDE E BELEZA ESTÉTICA
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Informativos


A Drenagem Linfática Manual na estética. Uma revisão bibliográfica *ZAFANELI, Ana Paula Mendes; **DU

30/08/2011

Introdução

Emil Vodder e sua esposa Estrid, desenvolveram a drenagem linfática manual na década de 30 utilizando-a de modo intuitivo, tratando pacientes com caso clínico de sinusite e gripe. Demais técnicas surgiram a partir Vodder, como Leduc, Földi, método Camargo e Marx e outras utilizando instrumentos para realização da mesma como Godoy.

Suas manobras estimulam a circulação linfática quando realizadas sobre o trajeto linfático, induzindo a retirada de macromoléculas do interstício direcionando-os para a circulação sanguínea. Uma de suas principais funções é promover a redução do linfedema e edema, sendo muito comumente encontrado em quadros de fibro edema gelóide (FEG), pós operatório de lipoaspiração, dentre outras cirurgias plásticas, como, por exemplo, abdomnoplastias, mamoplastias, colocação de próteses de silicone, podendo ser associada a recursos fisioterapêuticos como o ultrassom, endermoterapia, favorecendo a recuperação do paciente de modo mais efetivo.

No tratamento do câncer de mama, o linfedema é uma complicação que pode ocorrer após a mastectomia em todos os níveis, sendo as manobras manuais de drenagem e suas variantes como auto-massagem ou mesmo massagem linfática, benéficas quando utilizadas em parceria com outros procedimentos como a cinesioterapia e a bandagem compressiva, diminuindo e controlando o edema linfático.

O fisioterapeuta é um dos profissionais capacitados para tratar os pacientes com as mais diversas patologias que geram edema e linfedema.

O objetivo do presente estudo é, através de uma revisão bibliográfica, apresentar a drenagem linfática manual como recurso terapêutico, atuando ou não com outras técnicas para minimizar as seqüelas de edema e edema linfático....

A associação da drenagem linfática manual com o ultra-som tem gerado bons resultados no pós-operatório de cirurgias plásticas. Um artigo de revisão analisou a combinação das técnicas após uma lipoaspiração. Nele, foi visto que a intervenção fisioterapêutica no pós-operatório imediato tem grande importância, pois atuará nas complicações e prevenção das mesmas. As terapias, juntas, promovem melhor circulação linfática e sanguínea, previnem a formação de fibrose, estimulando a reabsorção de edemas e hematomas, sendo importantes na recuperação após o procedimento cirúrgico (VIEIRA; SOUZA 2008).

O uso da drenagem linfática está sendo difundido desde a década de 80. Para que se obtenha um resultado satisfatório, é necessário uma abordagem multidisciplinar. Ciucciet al (2004) avaliaram a evolução na conduta terapêutica no tratamento do edema linfático em 640 pacientes em Buenos Aires durante os anos de 1980 a 2000. A idade dos pacientes variou entre 2 a 89 anos, sendo 65% do sexo feminino. Dos pacientes tratados, 50,03% apresentavam edema linfático em membro superior, 49,7% em membro inferior, desses, 33% tinham edema primário e 16,7% linfedema secundário. O tratamento dos pacientes apresentou três períodos, o primeiro que foi de 1980 a 1989, o tratamento cirúrgico era preconizado em quase todos os casos, apresentado resultados satisfatórios para o período. Já a partir de 1990 a 1995, houve influência da prática conservadora com as manobras de drenagem linfática manual de Földi e Leduc, não havendo melhora nos resultados obtidos. Entre os anos de 1995 e 2000, foi adotada uma abordagem interdisciplinar, conjugando técnicas cirúrgicas, técnicas manuais, além de assistência nutricional e psicológica, dependendo de cada caso, concluindo que a atuação interdisciplinar é preconizada por fornecer os melhores prognósticos.

A combinação de técnicas eletrotermoterápicas com a drenagem linfática manual têm sido observadas e demonstrado sua eficiência. Lopes et al (2006), verificaram a atuação de fisioterapeutas dermato-funcionais de diversas regiões do país, observando seus protocolos no pós-operatório de lipoaspiração, além de recursos terapêuticos e equipe multidisciplinar. Foram analisados 40 fisioterapeutas e visto que a maioria dos pacientes submetidos ao processo cirúrgico tem faixa etária entre 25 e 35 anos e realizam entre 15 a 20 sessões. Os recursos mais utilizados são manobras drenantes correspondendo a 88%, ultra-som 84%, 28% endermoterapia em comparação aos demais recursos. O abdome corresponde a 90% das regiões mais lipoaspiradas, seguidos dos flancos, culote e coxa. Os autores concluem que a drenagem linfática manual, o ultra-som e a endermoterapia são os recursos mais utilizados e que oferecem os melhores resultados.

Diversos procedimentos cirúrgicos envolvem um trauma na área tratada, que podem gerar o edema. O uso da técnica de drenagem pode ser associada a outras manobras fisioterapêuticas, como exemplo o ultra-som. Coutinho et al (2006), compararam a recuperação de 12 pacientes submetidas à abdomnoplastia associada à lipoaspiração de flancos durante 20 sessões. Elas foram divididas em dois grupos, seis pacientes tiveram atendimento pós-operatório entre o sétimo e nono dia. Outro grupo recebeu atendimento entre o 49° e 69° dias após a cirurgia. Recursos como ultra-som a 3Mhz e drenagem linfática manual foram utilizadas nos dois grupos. Foi realizada perimetria a 30 e 40 cm da incisura jugular e verificado que as mulheres atendidas precocemente apresentaram redução média entre 6,58 e 6,83 cm. As atendidas tardiamente, tiveram pequena redução, entre 1,83 e 1,75 cm. Os autores concluíram que a intervenção do fisioterapeuta dermato-funcional é importante no pós-operatório, apresentando resultados, tanto na atuação precoce quanto na tardia...

Conclusão:

Conclui-se que a Drenagem Linfática Manual é um recurso eficaz para a diminuição de distúrbios no sistema linfático. O linfedema é considerado uma complicação pós-cirúrgica nos casos de câncer de mama, obtendo-se diminuição considerável do diâmetro do edema linfático quando o tratamento e manutenção forem realizados corretamente associados com cinesioterapia e enfaixamento do membro superior correspondente.

Em edemas gerados por traumas cirúrgicos estéticos, foi notória a eficácia das manobras drenantes, especialmente no pós-operatório imediato em conjunto com recursos eletroterápicos como o ultra-som e endermoterapia.

Fonte: www.frasce.edu.br/nova/prod_cientifica/DRENAGEM_LINFATICA.pdf